A carne é notoriamente difícil de testar devido à sua natureza não homogênea; só que agora, uma nova era na tecnologia analítica de espectrometria de infravermelho próximo está ajudando os controladores de qualidade a realizarem mais testes e com mais rapidez. O fluxo aperfeiçoado de informações representa um melhor controle aos fabricantes que estão constantemente procurando novas maneiras de aperfeiçoar a eficiência e a sustentabilidade.
Um desses fabricantes é a Smithfield Foods, Inc. A empresa está comprometida em produzir alimentos de alta qualidade de maneira responsável, ao mesmo tempo em que reduz o seu impacto ambiental. Este é um compromisso que se reflete em uma abordagem progressiva ao controle de qualidade, o que torna a diretora científica executiva, Kaitlyn Compart, uma pessoa muito ocupada. No entanto, nós a acompanhamos para obter algumas informações importantes sobre o desempenho de uma nova versão do conhecido analisador FoodScan (FoodScan 2).
Com aproximadamente 20 unidades do analisador FoodScan original já instaladas em toda a organização, o uso do NIR para testar vários parâmetros, tais como a gordura, proteína, umidade e sal já é familiar para os controladores da Smithfield; porém, agora uma nova versão do comprovado conceito do FoodScan oferece novas possibilidades para levar as operações a um patamar inédito. Com isto em mente, o FoodScan 2 da FOSS foi colocado em avaliação no ano passado e agora instalado para o uso cotidiano. O que ele tem de tão especial e por que é um investimento que vale a pena, quando as unidades mais antigas estão funcionando bem?
Resultados mais rápidos e com menos preparação das amostras
“Somos uma empresa de carnes e, portanto, é difícil obter amostras verdadeiramente homogêneas. Estamos sempre à procura de quaisquer aperfeiçoamentos em tecnologia para obter o melhor que há,” afirmou Compart. “Estávamos interessados em experimentá-lo devido ao menor tempo de análise, que passou de um minuto para 30 a 40 segundos.”
A promessa de uma menor preparação das amostras envolvidas também foi interessante devido à ampla variedade de produtos cárneos que precisam ser testados. Todos requerem moagem, a qual geralmente precisa ser realizada duas vezes para se obter o grau correto de homogeneização.
Um estudo foi conduzido para observar como o FoodScan 2 pode fazer a diferença. Um produto foi moído uma vez e a metade da amostra foi testada no FoodScan 2. O restante da amostra foi moído pela segunda vez e testado pelo FoodScan original. Os resultados foram considerados muito similares.
O estudo foi conduzido apenas em um pequeno grupo de produtos e uma investigação posterior está em andamento para outros produtos, tais como presuntos. Por ser um dos produtos menos homogêneos em produção, é possível ganhar muito tempo se os usuários precisarem moer somente uma vez ao invés de duas no caso desse tipo de produto.
A velocidade dos testes, combinada com uma menor preparação das amostras, resulta em um maior rendimento dos testes. “Quanto menos tempo o técnico precisar para parar e esperar, mais amostras podem ser analisadas ao mesmo tempo. E se eu tiver que moer apenas uma vez, posso processar mais amostras,” afirmou Compart.
Mais subanálises com o novo NIR
O novo instrumento FoodScan 2 pode testar mais rápido e com uma menor preparação das amostras, pois ele analisa mais da amostra que o seu antecessor. Há um número maior de subanálises e a área geral analisada é maior. Tudo isso tem a ver com um recurso chamado sub-scanning, como explica Compart: “Como diretora científica, uma coisa que gosto disso é que há mais análises, então você está lendo mais da amostra na cubeta. Mesmo se moermos duas vezes, ainda temos variabilidade, estão é bom ter o máximo possível de informações sobre a amostra analisada.”
Testes são parte integral da produção
Mais de 20 a 30 análises são realizadas por dia no instrumento. Algumas são para requisitos regulatórios no que diz respeito à composição de parâmetros como gordura e umidade. Em seguida, é preciso verificar os parâmetros internos de qualidade ao retirar as amostras diretamente da linha à medida que os produtos vão sendo produzidos. Isto é feito para verificar os produtos finais e para controlar a produção.
“Temos algumas instalações nas quais há duas unidades do Foodscan, uma no final para testar o produto final e outra na produção para testar o pré-cozimento de misturas, por exemplo. Quanto mais amostras eu puder analisar, mais saberei sobre o produto que estou fabricando,” afirma Compart. “Ao invés de pegar apenas uma amostra para fins de exemplo, posso talvez obter quatro amostras para um entendimento mais completo da situação. Podemos tomar decisões mais bem informadas para termos um melhor controle e um produto mais consistente.”